Portugal pode chegar a uma “crise no sistema democrático” (já chegou)

Portugal pode chegar a uma “situação insustentável de desagregação social” ou mesmo a uma “crise no sistema democrático” devido às medidas de austeridade impostas pelo Governo, indicou a Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP). Num comunicado enviado à agência Lusa, a direcção nacional da ASJP defende que os sacrifícios pedidos aos portugueses “para serem compreendidos e aceites, têm de respeitar os princípios constitucionais da necessidade e da proporcionalidade, incidindo sobre todos os rendimentos”.

Segundo o sindicato dos juízes, “a eliminação, disfarçada de suspensão duradoura, dos subsídios de férias e Natal” dos funcionários públicos não respeita a equidade e “constitui uma medida violenta, injusta, discriminatória e flagrantemente violadora da Constituição”. “Esta medida diminuirá de maneira drástica as condições de vida e dignidade de uma parcela de portugueses (…) e conduzirá à insolvência económica e ao desespero de muitas famílias, que se verão impossibilitadas de cumprir os seus compromissos e de levarem uma vida digna”, sublinhou. A ASJP entende que para resolver os problemas do País e respeitar os compromissos internacionais, o executivo “deve unir os portugueses e não dividi-los”, “com medidas discriminatórias e penalizadoras do sector público”.

Sarkozy diz que Portugal está no bom caminho e eu digo: se nós não fizermos nada está no bom caminho para o “buraco negro”

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse hoje que Portugal está “no bom caminho”, colocando o país num grupo de três Estados-membros, juntamente com Irlanda e Espanha, que têm respondido bem à crise, também graças às orientações europeias.

Durante uma conferência de imprensa conjunta do presidente francês com a chanceler alemã Angela Merkel, após o Conselho Europeu, um jornalista desafiou os dois responsáveis a explicar de que modo poderão os europeus acreditar nas suas propostas se ao longo dos últimos dois anos estas se têm saldado em fracassos, tendo Sarkozy refutado a ideia de fracasso, e o que classificou como uma “provocação”, dando o exemplo de Irlanda, Portugal e Espanha. “A Irlanda era um país à beira da falência, hoje é um país que saiu ou está em vias de sair da crise. Quanto a Portugal, graças aos esforços do Governo português, as coisas em Portugal vão na boa direcção. A Espanha, graças aos esforços do governo de Zapatero e do sentido de responsabilidade da oposição, já não está na primeira linha”, disse, concluindo que se trata de “três países aos quais a Europa deu propostas e recomendações credíveis”.

Função pública arrisca nova penalização no IRS

Os funcionários públicos serão novamente penalizados no próximo ano, por via dos impostos, caso o Governo não altere as tabelas de retenção de IRS, segundo fiscalistas ouvidos pela Lusa.

A ser aprovada a proposta do Governo, no Orçamento do Estado de 2012, que prevê a suspensão do 13º e 14º mês em 2012 e 2013, os funcionários públicos apenas irão receber 12 salários. E sem tabelas de retenção na fonte específicas para estes contribuintes, dois trabalhadores com o mesmo salário – um do sector público e outro do privado – vão ter a mesma taxa de retenção mensal de IRS, mesmo sabendo-se que o funcionário público terá um rendimento anual inferior. A penalização ocorrerá mesmo sendo o funcionário público sujeito apenas a 12 retenções mensais contra as 14 do funcionário do sector privado. Isto porque haverá casos em que a taxa de retenção cobrada a mais ao funcionário público ultrapassa o valor a menos que lhe é cobrado por só fazer 12 retenções de imposto.

Ainda assim, o funcionário público irá receber em 2013, por via do reembolso do IRS, o imposto que lhe foi retido a mais, mas sem juros. Ou seja, o Estado será financiado sem ter de pagar uma remuneração. Esta situação poderá não afectar da mesma forma os contribuintes e, em princípio, por força da progressividade do imposto, a penalização deverá ser tanto maior quanto mais elevado for o rendimento.

Portugueses voltam às ruas dia 26 de Novembro

Portugueses já nem descontentes, nem indignados, mas sim, revoltados, voltam dia 26 de Novembro de 2011 às ruas, até agora sabe-se que vai acontecer no Porto, Lisboa e em Évora.

No Facebook já está marcado para o Porto (https://www.facebook.com/#!/event.php?eid=260241937351811).

Lucro da McDonald’s cresce 9% no 3º trimestre

O lucro da McDonald’s cresceu 9 por cento no terceiro trimestre, face igual período do ano passado, para 1,51 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros), pelo nono trimestre consecutivo, anunciou hoje a empresa.

O lucro creceu assim tanto de repente porquê? Uma pergunta que todos deviam de reflectir.  A resposta que é mais adequada é: Com todos os cortes e a população portuguesa a ficar de cada vez mais pobre, para poupar dinheiro, ou, mesmo até porque é a única comida que conseguem arranjar com o seu dinheiro as pessoas optam por ir ao McDonald’s.

IVA volta a “atacar”

O aumento do IVA, somado aos cortes nos subsídios de Natal deste ano, tem um “grave impacto económico” na actividade das grandes superfícies e nas estimativas de vendas para este ano, revelou a associação do sector.

Pensões vitalícias dos ex-políticos não são afectadas pelos cortes

As pensões e os salários públicos vão sofrer um corte substancial com a eliminação progressiva dos subsídios de Natal e de férias, sendo que, afinal, até quem ganha menos de mil euros vai perder mais de um subsídio. Mas a esmagadora maioria dos antigos políticos, que recebem subvenções, conseguem escapar a esta austeridade. É que esse apoio que recebem, por terem desempenhado cargos políticos, se mantém.

Isso mesmo consta na versão final da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012, que foi apresentada ontem pelo ministro das Finanças: «No caso dos beneficiários de subvenções mensais vitalícias» a suspensão dos subsídios abrange apenas as prestaçõe «que excedam as 12 mensalidades».

Banqueiros portugueses recebem em média 845 mil euros por ano e existem milhões em Portugal a receber o ordenado mínimo

Os principais banqueiros portugueses são dos que menos recebem em salários na
Europa, mas mesmo assim estão à frente dos dinamarqueses, noruegueses,
holandeses e belgas, refere um estudo de analistas da Alphaville.

Enquanto os banqueiros recebem dinheiro que serve para milhares de portugueses, existe em Portugal também, centenas de milhares de desempregados e milhões de pessoas a receberem ordenado mínimo. A isto chama-se injustiça de “1ª classe”.

Taxas de juro na habitação sobem 40% num ano

Pedir um empréstimo para comprar casa, nos dias de hoje, além de ser mais
difícil é também mais caro. Os dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal
não dão margem para dúvidas. Em apenas um ano, a taxa de juro média cobrada nos
novos contratos de crédito à habitação subiu 40%.

Em Agosto, o juro médio nos empréstimos da casa atingiu os 5,10%, um valor
bastante acima dos 3,64% verificamos no mesmo período do ano passado. Contas
feitas e, num empréstimo de 100 mil euros a 30 anos, a diferença atinge os 86
euros.

Um vídeo que todos devem ver, mas os governos não querem

Vasco Lourenço diz que Portugal está com uma revolução em mãos

Vasco Lourenço
Foto: dr
Um dos capitães de Abril diz que o poder foi tomado por um «bando de mentirosos» e apela aos militares para estarem ao lado da população caso se verifique repressão policial nas ruas.

O coronel, actualmente na reserva, acredita que as medidas de austeridade vão gerar convulsão social com repressão da polícia. A confirmar-se esse cenário, Vasco Lourenço espera que os militares estejam do lado da população.

«A população certamente não vai aceitar de bom grado essas medidas  e eles vão tentar fazer pressão. Vamos ver como vão reagir as forças de segurança quando tentarem utilizá-las para fazer a repressão, depois espero que os militares tenham a vontade e a força suficiente para, como se passou no Egipto, dizer ‘não’ à repressão», afirmou.

Em declarações, na tarde passada, à margem de um encontro em Lisboa de associações que representam os oficiais, sargentos e praças das Forças Armadas, Vasco Lourenço disse ainda ter ficado escandalizado com promessas eleitorais que o primeiro-ministro não cumpriu.

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